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Livros Apócrifos?

Em minha última postagem sobre a Confissão Belga foi tocado no assunto sobre livros apócrifos, então resolvi dar uma maior pincelada sobre o assunto, já que muita gente não sabe o que eles são e também não entende o porquê da Bíblia protestante ter menos livros que a católica.

Me lembro que quando fazia o Ensino Médio uma colega de classe me perguntou a respeito, mas eu não sabia bem explicar para ela, gostaria que ela de alguma forma tivesse acesso a isso, acho que agora ela passaria a entender…

Vamos lá! Para os protestantes, a Bíblia é composta por 66 livros, sendo 39 livros que compõe o Velho Testamento e 27 que compõe o Novo Testamento.

Os 27 livros que compõe o Novo Testamento são aceitos por católicos romanos, gregos ortodoxos e protestantes, mas, com o Antigo Testamento a quantidade de livros difere.

 

A inclusão dos Livros Apócrifos

 

Os livros apócrifos é um conjunto de livros tidos como não divinamente inspirados por Deus.

Somente no ano de 1546, no Concílio de Trento, a Igreja Católica Apostólica Romana declarou oficialmente que os apócrifos faziam parte da Bíblia.E por isso os livros apócrifos podem ser chamados também de deuterocanônicos (deuto -> outro).

Não existe nenhum sinal nesses livros que ateste origem divina. Tanto Judie como Tobias contêm erros históricos, cronológicos e geográficos. Os livros justificam a falsidade e a fraude e faz com que a salvação dependa de obras meritórias. Eclesiástico e Sabedoria de Salomão inculcam uma moralidade baseada em conveniências. Sabedoria ensina a criação do mundo a partir de matéria preexiste. Eclesiástico ensina que dar esmola propicia expiação pelo pecado. Por estas e outras, não podemos declarar que estes livros foram de  fato inspirados por Deus.”

(E. J. Young)

 

Por que excluir?

 

1ª Razão: Evidência Externa

Os Judeus só reconheciam 24 livros no Antigo Testamento, classificados como:

Lei – com cinco livros

Profetas- com oito livros

Escritos – com onze livros.

Esses mesmos vinte e quatro livros correspondem, em arranjo diferente, exatamente aos trita e nove livros atuais do Antigo Testamento.

Provas ou Documentações

(1) Josephus;

(2) Philo;

(3) Jerônimo;

(4) Os Sínodos Judeus de Jaminia em 90 e em 118 A.d;

(5) O N.T;

(6) As contradições dos Livros Apócrifos.

Desse testemunho merece ser notado o de Jerônimo, pra quem não sabe, Jerônimo foi o tradutor da Vulgata Latina, ele foi o responsável pela tradução da Bíblia para o latim, e a Vulgata Latina é a Bíblia oficial da igreja romana. O próprio Jerônimo se define com clareza e em linguagem até desabrida contra os apócrifos e em favor do Cânon Hebreu, a saber, os 24 livros já referidos. Compulsando uma tradução de Figueiredo de edição católica romana, qualquer pessoa pode criar Jerônimo e sustentar do modo mais satisfatório a posição protestante, sobre este assunto. O livro Bíblias Falsificadas do General Abreu e Lima discute de modo cabal e esgota o assunto.

 

2ª Razão: Evidência Interna

O próprio conteúdo desses livros mostra que não podem ser tidos como a Palavra de Deus, pois a mesma é perfeita e não há contradição entre ela, o que não ocorre nos livros apócrifos, pois quando comparado com outros livros bíblicos há enormes discrepâncias!

As falsas teorias da existência do purgatório:

Eclesiastes Católico 9:10:Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades,pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria.

Enquanto Salmos 6:5, afirma que quando a morte chega nada mais haverá:

5. Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?

Justifica o suicídio e a oração pelos morto:

Veja o que é dito em II Macabeus 12:44-46:

44. porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles.
45. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente,
46. era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas. No mesmo livro 15:38-39, o escritor pede desculpas ao leitor se a obra não ficou a contento.

O profeta Isaías, aquele que viu ao Senhor, que profetizou a vinda do Messias, Cristo Jesus, afirma em seu livro no capítulo 38:18-19 que nada é possível fazer os que estão mortos, nem nada é possível fazer por eles:

18. Porque não te louvará a sepultura, nem a morte te glorificará; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova.
19. O vivente, o vivente, esse te louvará, como eu hoje o faço; o pai aos filhos fará notória a tua verdade.

Formas alternativas de expulsar demônios:

Em vários episódios em que Jesus e o discípulos expulsaram demônios, foi sempre deixado bem claro que isso só poderia se dar através do dom dado por Deus, a oração no nome de Jesus e o jejum. Para os livros apócrifos isso pode ser facilmente conseguido seos órgãos de um peixe, for posto sobre brasas.

O livro de Tobias, em seu capítulo 6:5 afirma que:

5. O anjo então disse-lhe: Abre-o, e guarda o coração, o fel e o fígado, que servirão para remédios muito eficazes. Ele assim o fez.
6. A seguir ele assou uma parte da carne do peixe, que levaram consigo pelo caminho. Salgaram o resto, para que lhes bastasse até chegarem a Ragés, na Média.
7. Entretanto, Tobias interrogou o anjo: Azarias, meu irmão, peço-te que me digas qual é a virtude curativa dessas partes do peixe que me mandaste guardar.
8. O anjo respondeu-lhe: Se puseres um pedaço do coração sobre brasas, a sua fumaça expulsará toda espécie de mau espírito, tanto do homem como da mulher, e impedirá que ele volte de novo a eles.

Em Mateus 17:19-21 encontramos:

19. Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo?

20. E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.

21. Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.

Os nomes dos livros apócrifos incluídos em momento posterior na Vulgata Latina são:

Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesisastico, Baruck, I e II Macabeus. E certos acréscimos aos livros de Daniel e Ester.

Esses livros foram escritos no período em que já haviam cessado os profetas, após Malaquias. Além do que em momento algum foram citados por Jesus Cristo ou pelos discípulos.

Aí fica a pergunta: E porque a ICAR faria isso?
Muito simples, ela precisava de algo para basear suas práticas pagãs antibíblicas oriundas da religiões pagãs romanas que se uniram ao Cristianismo, e acabou por fundar um Cristianismo transgressor, sujo e corrupto.

Referências Bibliográficas:

Bíblia Ave Maria. :http://www.bibliacatolica.com.br/01/17/6.php, janeiro de 2011.

Bíblia Sagrada, versão Almeida Corrigida Revisada Fiel. http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/22, janeiro de 2011.

Pb. Moisés. Apostila da Escola Bíblica Dominical – Classe Catecúmenos. Igreja Prebisteriana do Farol, Maceió, 2010.

TIMM, Alberto R. Livros apócrifos – Por que a Bíblia católica tem mais livros do que a protestante? http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/01/74.pdf, janeiro de 2011.

Wikipedia. Livros apócrifos.http://pt.wikipedia.org/wiki/Livros_ap%C3%B3crifos, janeiro de 2011.