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“tudo posso naquele que me fortalece.”

Há uns dois ou três meses atrás estava relendo o livro de Filipenses, um livro curtinho que em menos de uma semana pode ser realmente bem lido (mas acho que isso varia de pessoa para pessoa).

Quando li o livro pensei, posso fazer algumas postagens no Roda Gigante sobre este livro, por isso, essa postagem era pra ter sido feito naquele período, mas eu ainda estava em aula e não tinha concluído o TCC…

A gratidão de Paulo para com os filipenses

10 Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. 11 Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. 12 Tanto sei estar humilhado como também ser ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; 13 tudo posso naquele que me fortalece.

(Filipenses 4:10-13)

Digitei este trecho com base na Bíblia de Estudo de Genebra. Tenho uma, a qual uso quando se trata de ler a Bíblia em casa, acho-a desconfortável (por ser muito grande) para levar a igreja, prefiro uma compacta que tenho em casa. Recomendo a de Genebra a qualquer que tiver interesse em leituras bíblicas.

Então, Paulo basicamente estava agradecendo aos filipenses por seu companheirismo, alegria e ajuda (financeira) em momentos mui difíceis aos quais o apóstolo passou.

Mas o que mais gostei foi quando ele falou:

11 Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. 12 Tanto sei estar humilhado como também ser ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; 13 tudo posso naquele que me fortalece.

É fácil, fácil encontrar este dizer em vários locais, em adesivos colados em carros, em quadrinhos pendurados nas paredes de casas, em calendários… E até mesmo pessoas sempre repetinho ” Tudo posso naquele que me fortalece.”

Só que as pessoas, pelo que percebo, quando se referem a Fl. 4:13, dão um sentido diferente ao que Paulo estava dizendo, as pessoas dão a este versículo um tom de: Posso conseguir todas as coisas que eu quero, porque Deus está comigo e vai me ajudar! A verdade é que eu vejo mais egocentrismo e a vontade apenas de se alcançar o que se quer, do que outra coisa.

O que eu entendo sobre “tudo posso naquele que me fortalece.”

Entender o que Paulo quis dizer não é algo difícil se for lido o que ele vem dizendo anteriormente. No versículo 11 e 12 está a explicação para o versículo 13. Paulo vem falando a respeito do sofrimento e necessidades as quais Paulo sofreu. Ele diz:

não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. 12 Tanto sei estar humilhado como também ser ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez;

É notório que não há desânimo ou culpa (jogada em Deus) por aflições que Paulo sofreu, mas gratidão e testemunho, ele sabia que tanto podia sofrer, como poderia ser feliz, ELE SUPORTARIA AS DUAS SITUAÇÕES. E aí sim chegamos ao verdadeiro sentido de tudo posso naquele que me fortalece, pois tanto ele sabia que poderia suportar o bem, como o mal.

Detesto a forma como as pessoas tem manipulado a Palavra de Deus para suprir suas necessidades. Aí você pode dizer: – E qual o problema em suprir as necessidades na Palavra de Deus? O problema são os tipos de necessidades que se tentam suprir, (essas normalmente são carnais e interesseira) por causa disto são capazes até mesmo de alterar o significado da Palavra e transforma-lá em um tipo de amuleto ou mantra… Sabe aquilo tipo pensamento positivo: há eu posso conquistar tudo pois tudo posso naquele que me fortalece. Eu não gosto disso, Paulo possuía um sentimento totalmente diferente do qual as pessoas tem em seu coração atualmente, e este sentimento não é bíblico, isto não está de acordo com  a Palavra de Deus.

Por esses dias eu pedia a Deus uma coisa, mas sempre também pedi que fosse feita a vontade dEle. Bem, a vontade dEle foi diferente da minha, mas o Senhor me deu forças para suportar. Tanto acontecendo o que eu queria como não acontecendo Ele me fortaleceu para suportar, porque “tudo posso naquele que me fortalece.”

Glória a Deus por todas as coisas!

Um grande samurai


Gosto muito dessa fábula tenho-a guardadinha em meu email desde que a recebi de um colega que estudou comigo durante o Ensino Médio na Fundação Bradesco, o Josimar Bispo. Hoje resolvi postá-la, por esses dias lembrei e fiquei refletindo no ensinamento que ela passa de maneira tão simples e sútil ao mesmo tempo.

Um grande samurai  

Perto de Tóquio vivia um grande Samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen-budismo aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro, conhecido por sua falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do Samurai, estava ali para aumentar a sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos – ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato de que seu mestre aceitou tantos insultos, os alunos perguntaram: “Como o senhor pôde aceitar tanta indignidade? Por que não usou sua espada mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?” Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? perguntou o Samurai. A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos. O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos – disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.

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Quero desde já ressaltar que não corroboro com nenhum dos ensinamentos do budismo e/ou desse negócio de zen! Eu, hein! rs

(Modificar a fábula é exagero!)

Gosto muito dessa fábula, ela me faz pensar, me ajuda de certa forma a pensar dessa maneira: Se eu não aceitar isso, jamais será meu, jamais me pertencerá… E isso é importante, se formos parar pra pensar quantos querem tirar nossa concetração, nosso brilho, nosso esforço e trabalho com seus insultos e armadilhas…? Aí, a gente pára, analisa a situação e recusa os “presentes”.

Bom, isso não é fácil, na verdade é bem difícil! É sempre bem dificil ver alguém te agredir e não partir para a agressão, não se defender …É sentir o deboche e ao mesmo tempo o sangue ferver e se controlar!  Mas, se a gente quer ser melhor do que é, vale a pena o esforço…

Não adianta orar, pedir a Deus mais paciência, calma e a operação do Espírito Santo e no primeiro teste esquecer tudo e se render a raiva e as agressões. Orar a Deus pedindo transformação e não buscar essa transformação, não buscar santificação de nada adianta e isso me faz lembrar de uma passagem de Thiago 1:23-25:

22 E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.

23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural;

24 Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era.

25 Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.”

É fácil orar e pedir: -Senhor, Senhor…!

E no primeiro teste, na primeira provação e dificuldade esquecer de tudo que se deseja e do semblante que se quer ter. E não digo isso como tom de superioridade, mas com toda a humildade que se pode ter, pois para mim também é muito dificil, é uma luta constante e árdua  procurar focar os olhos no objetivo no qual se quer chegar.

Contudo, o mais importante é não esquecer que: as melhores coisas demandam esforço!

Confissão Belga – artigos 8, 9, 10, 11.

ARTIGO 8

A trindade: um só Deus, três pessoas

Conforme esta verdade e esta palavra de Deus, cremos em um só Deus1, que é um único ser, em que há três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo2. Estas são, realmente e desde a eternidade, distintas conforme os atributos próprios de cada Pessoa.

O Pai é a causa, a origem e o princípio de todas as coisas visíveis e invisíveis3. O Filho é o Verbo, a sabedoria e a imagem do Pai . O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é a eterna força e o poder5.

Esta distinção não significa que Deus está dividido em três. Pois a Sagrada Escritura nos ensina que cada um destes três, o Pai e o Filho e o Espírito Santo, tem sua própria existência, distinta por seus atributos, de tal maneira, porém, que estas três pessoas são um só Deus. É claro, então, que o Pai não é o Filho e que o Filho não é o Pai; que, também, o Espírito Santo não é o Pai ou o Filho.

Entretanto, estas Pessoas, assim distintas, não são divididas nem confundidas entre si. Porque somente o Filho se tornou homem, não o Pai ou o Espírito Santo. O Pai jamais existiu sem seu Filho6 e sem seu Espírito Santo, pois todos os três têm igual eternidade, no mesmo ser. Não há primeiro nem último, pois todos os três são um só em verdade, em poder, em bondade e em misericórdia.

1 1Co 8:4-6. 2 Mc 3:16,17; Mt 28:19. 3 Ef 3:14,15. 4 Pv 8:22-31; Jo 1:14; Jo 5:17-26; 1Co 1:24; Cl 1:15-20; Hb 1:3; Ap 19:13. 5 Jo 15:26. 6 Mq 5:1; Jo 1:1,2.

ARTIGO 9

O testemunho da Escritura sobre a Trindade

Tudo isto sabemos tanto pelo testemunho da Sagrada Escritura1, como pelas obras das três Pessoas, principalmente por aquelas que percebemos em nós. Os testemunhos das Sagradas Escrituras, que nos ensinam a crer nesta Trindade, se acham em muitos lugares do Antigo Testamento. Não é preciso alistá-los, somente escolhê-los cuidadosamente. Em Gênesis 1:26 e 27, Deus

diz: “Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança” etc. “Criou Deus, pois, o homem a sua imagem; homem e mulher os criou”.

Assim também em Gênesis 3:22: “Eis que o homem se tornou como um de nós”. Com isto se mostra que há mais de uma pessoa em Deus, porque Ele

diz: “Façamos o homem a nossa imagem”; e, em seguida, Ele indica que há um só Deus, quando diz: “Deus criou”. É verdade que Ele não diz quantas pessoas há, mas o que é um tanto obscuro, para nós, no Antigo Testamento, é bem claro no Novo. Pois quando nosso Senhor foi batizado no rio Jordão, ouviu-se a voz do Pai, que falou: “Este é o meu filho amado” (Mateus 3:17); enquanto o Filho foi visto na água e o Espírito Santo se manifestou em forma de pomba2.

Além disto, Cristo instituiu, para o batismo de todos os fiéis, esta forma: Batizai todas as nações “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28:19). No evangelho segundo Lucas, o anjo Gabriel diz a Maria, mãe do Senhor: “Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35). Do mesmo modo: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2 Coríntios 13:13). * Em todos estes lugares, nos é ensinado que há três Pessoas em um só ser divino. E embora esta doutrina ultrapasse o entendimento humano, cremos nela, baseados na Palavra, e esperamos gozar de seu pleno conhecimento e fruto no céu.

Devemos considerar, também, a obra própria que cada uma destas três Pessoas efetua em nós: o Pai é chamado nosso Criador, por seu poder; o Filho é nosso Salvador e Redentor, por seu sangue; o Espírito Santo é nosso Santificador, porque habita em nosso coração.

A verdadeira igreja sempre tem mantido esta doutrina da Trindade, desde os dias dos apóstolos até hoje, contra os judeus, os muçulmanos e falsos cristãos e hereges como Marcião, Mani, Práxeas, Sabélio, Paulo de Samósata, Ário e outros. A igreja antiga os condenou, com toda a razão. por isso, nesta matéria, aceitamos, de boa vontade, os três Credos ecumênicos, a saber: o Apostólico, o Niceno e o Atanasiano; e também o que a igreja antiga determinou em conformidade com estes credos.

1 Jo 14:16; Jo 15:26; At 2:32,33; Rm 8:9; Gl 4:6; Tt 3:4-6; 1Pe 1:2; 1Jo 4:13,14; 1Jo 5:1-12; Jd :20,21; Ap 1:4,5. 2 Mt 3:16.

* Originalmente o texto incluía aqui as seguintes palavras: “E: “há três que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” (1 Jo 5:7)”. A referência a 1 João 5:7b e duvidosa, porque este texto não se acha nos manuscritos antigos.

ARTIGO 10

Jesus Cristo é Deus

Cremos que Jesus Cristo, segundo sua natureza divina, é o único Filho de Deusl, gerado desde a eternidade. Ele não foi feito, nem criado – pois, assim, Ele seria uma criatura, – mas é de igual substância do pai, co-eterno, “o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser” (Hebreus 1:3), igual a Ele em tudo2.

Ele é o Filho de Deus, não somente desde que assumiu nossa natureza, mas desde a eternidade3, como os seguintes testemunhos nos ensinam, ao serem comparados uns aos outros:

Moisés diz que Deus criou o mundo4, e o apóstolo João diz que todas as coisas foram feitas por intermédio do Verbo que ele chama Deus5. O apóstolo diz que Deus fez o universo por seu Filho6 e, também, que Deus criou todas as coisas por meio de Jesus Cristo7. Segue-se necessariamente que aquele que é chamado Deus, o Verbo, o Filho e Jesus Cristo, já existia, quando todas as coisas foram criadas por Ele. O profeta Miquéias, portanto, diz: “Suas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 5:2); e a carta aos Hebreus testemunha: “Ele não teve princípio de dias, nem fim de existência” (Hebreus 7:3).

Assim, Ele é o verdadeiro, eterno Deus, o Todo-poderoso, a quem invocamos, adoramos e servimos.

1 Mt 17:5; Jo 1:14,18; Jo 3:16; Jo 14:1-14; Jo 20:17,31; Rm 1:4; Gl 4:4; Hb 1:1; lJo 5:5,9-12. 2 Jo 5:18,23; Jo 10:30; Jo 14:9; Jo 20:28; Rm 9:5; Fp 2:6; Cl 1:15; Tt 2:13; Hb 1:3; Ap 5:13. 3 Jo 8:58; Jo 17:5; Hb 13:8. 4 Gn 1:1. 5 Jo 1:1-3. 6 Hb 1:2. 7 1Co 8:6; Cl 1:16.

ARTIGO 11

O Espírito Santo é Deus

Cremos e confessamos, também, que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, desde a eternidade. Ele não foi feito, nem criado, nem gerado; mas procede de ambos1.

Na ordem, Ele é a terceira pessoa da Trindade, de igual substância, majestade e glória do Pai e do Filho, verdadeiro e eterno Deus, como nos ensinam as Sagradas Escrituras2.

1 Jo 14:15-26; Jo 15:26; Rm 8:9. 2 Gn 1:2; Mt 28:19; At 5:3,4; lCo 2:10; 1Co 6:11; 1Jo 5:6.

Livros Apócrifos?

Em minha última postagem sobre a Confissão Belga foi tocado no assunto sobre livros apócrifos, então resolvi dar uma maior pincelada sobre o assunto, já que muita gente não sabe o que eles são e também não entende o porquê da Bíblia protestante ter menos livros que a católica.

Me lembro que quando fazia o Ensino Médio uma colega de classe me perguntou a respeito, mas eu não sabia bem explicar para ela, gostaria que ela de alguma forma tivesse acesso a isso, acho que agora ela passaria a entender…

Vamos lá! Para os protestantes, a Bíblia é composta por 66 livros, sendo 39 livros que compõe o Velho Testamento e 27 que compõe o Novo Testamento.

Os 27 livros que compõe o Novo Testamento são aceitos por católicos romanos, gregos ortodoxos e protestantes, mas, com o Antigo Testamento a quantidade de livros difere.

 

A inclusão dos Livros Apócrifos

 

Os livros apócrifos é um conjunto de livros tidos como não divinamente inspirados por Deus.

Somente no ano de 1546, no Concílio de Trento, a Igreja Católica Apostólica Romana declarou oficialmente que os apócrifos faziam parte da Bíblia.E por isso os livros apócrifos podem ser chamados também de deuterocanônicos (deuto -> outro).

Não existe nenhum sinal nesses livros que ateste origem divina. Tanto Judie como Tobias contêm erros históricos, cronológicos e geográficos. Os livros justificam a falsidade e a fraude e faz com que a salvação dependa de obras meritórias. Eclesiástico e Sabedoria de Salomão inculcam uma moralidade baseada em conveniências. Sabedoria ensina a criação do mundo a partir de matéria preexiste. Eclesiástico ensina que dar esmola propicia expiação pelo pecado. Por estas e outras, não podemos declarar que estes livros foram de  fato inspirados por Deus.”

(E. J. Young)

 

Por que excluir?

 

1ª Razão: Evidência Externa

Os Judeus só reconheciam 24 livros no Antigo Testamento, classificados como:

Lei – com cinco livros

Profetas- com oito livros

Escritos – com onze livros.

Esses mesmos vinte e quatro livros correspondem, em arranjo diferente, exatamente aos trita e nove livros atuais do Antigo Testamento.

Provas ou Documentações

(1) Josephus;

(2) Philo;

(3) Jerônimo;

(4) Os Sínodos Judeus de Jaminia em 90 e em 118 A.d;

(5) O N.T;

(6) As contradições dos Livros Apócrifos.

Desse testemunho merece ser notado o de Jerônimo, pra quem não sabe, Jerônimo foi o tradutor da Vulgata Latina, ele foi o responsável pela tradução da Bíblia para o latim, e a Vulgata Latina é a Bíblia oficial da igreja romana. O próprio Jerônimo se define com clareza e em linguagem até desabrida contra os apócrifos e em favor do Cânon Hebreu, a saber, os 24 livros já referidos. Compulsando uma tradução de Figueiredo de edição católica romana, qualquer pessoa pode criar Jerônimo e sustentar do modo mais satisfatório a posição protestante, sobre este assunto. O livro Bíblias Falsificadas do General Abreu e Lima discute de modo cabal e esgota o assunto.

 

2ª Razão: Evidência Interna

O próprio conteúdo desses livros mostra que não podem ser tidos como a Palavra de Deus, pois a mesma é perfeita e não há contradição entre ela, o que não ocorre nos livros apócrifos, pois quando comparado com outros livros bíblicos há enormes discrepâncias!

As falsas teorias da existência do purgatório:

Eclesiastes Católico 9:10:Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades,pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria.

Enquanto Salmos 6:5, afirma que quando a morte chega nada mais haverá:

5. Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?

Justifica o suicídio e a oração pelos morto:

Veja o que é dito em II Macabeus 12:44-46:

44. porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles.
45. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente,
46. era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas. No mesmo livro 15:38-39, o escritor pede desculpas ao leitor se a obra não ficou a contento.

O profeta Isaías, aquele que viu ao Senhor, que profetizou a vinda do Messias, Cristo Jesus, afirma em seu livro no capítulo 38:18-19 que nada é possível fazer os que estão mortos, nem nada é possível fazer por eles:

18. Porque não te louvará a sepultura, nem a morte te glorificará; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova.
19. O vivente, o vivente, esse te louvará, como eu hoje o faço; o pai aos filhos fará notória a tua verdade.

Formas alternativas de expulsar demônios:

Em vários episódios em que Jesus e o discípulos expulsaram demônios, foi sempre deixado bem claro que isso só poderia se dar através do dom dado por Deus, a oração no nome de Jesus e o jejum. Para os livros apócrifos isso pode ser facilmente conseguido seos órgãos de um peixe, for posto sobre brasas.

O livro de Tobias, em seu capítulo 6:5 afirma que:

5. O anjo então disse-lhe: Abre-o, e guarda o coração, o fel e o fígado, que servirão para remédios muito eficazes. Ele assim o fez.
6. A seguir ele assou uma parte da carne do peixe, que levaram consigo pelo caminho. Salgaram o resto, para que lhes bastasse até chegarem a Ragés, na Média.
7. Entretanto, Tobias interrogou o anjo: Azarias, meu irmão, peço-te que me digas qual é a virtude curativa dessas partes do peixe que me mandaste guardar.
8. O anjo respondeu-lhe: Se puseres um pedaço do coração sobre brasas, a sua fumaça expulsará toda espécie de mau espírito, tanto do homem como da mulher, e impedirá que ele volte de novo a eles.

Em Mateus 17:19-21 encontramos:

19. Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo?

20. E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.

21. Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.

Os nomes dos livros apócrifos incluídos em momento posterior na Vulgata Latina são:

Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesisastico, Baruck, I e II Macabeus. E certos acréscimos aos livros de Daniel e Ester.

Esses livros foram escritos no período em que já haviam cessado os profetas, após Malaquias. Além do que em momento algum foram citados por Jesus Cristo ou pelos discípulos.

Aí fica a pergunta: E porque a ICAR faria isso?
Muito simples, ela precisava de algo para basear suas práticas pagãs antibíblicas oriundas da religiões pagãs romanas que se uniram ao Cristianismo, e acabou por fundar um Cristianismo transgressor, sujo e corrupto.

Referências Bibliográficas:

Bíblia Ave Maria. :http://www.bibliacatolica.com.br/01/17/6.php, janeiro de 2011.

Bíblia Sagrada, versão Almeida Corrigida Revisada Fiel. http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/22, janeiro de 2011.

Pb. Moisés. Apostila da Escola Bíblica Dominical – Classe Catecúmenos. Igreja Prebisteriana do Farol, Maceió, 2010.

TIMM, Alberto R. Livros apócrifos – Por que a Bíblia católica tem mais livros do que a protestante? http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/01/74.pdf, janeiro de 2011.

Wikipedia. Livros apócrifos.http://pt.wikipedia.org/wiki/Livros_ap%C3%B3crifos, janeiro de 2011.