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Confissão Belga – Artigo 12.

ARTIGO 12

A criação do mundo e dos anjos

Cremos que o Pai, por seu Verbo – quer dizer: por seu Filho -, criou, do nada, o céu, a terra e todas as criaturas, quando bem Lhe aprouvel. A cada criatura Ele deu sua própria natureza e forma e sua própria função para servir ao seu Criador. Também, Ele ainda hoje sustenta todas essas criaturas e as governa segundo sua eterna providencia e por seu infinito poder, para elas servirem ao homem, a fim de que o homem sirva a seu Deus.

Ele também criou bons os anjos para serem seus mensageiros e servirem aos eleitos2. Alguns deles caíram na eterna perdição3, da posição excelente em que Deus os tinha criado, mas os outros, pela graça de Deus, perseveraram e continuaram em sua primeira posição. Os demônios e os espíritos malignos são tão corrompidos que são inimigos de Deus e de todo o bem4. Como assassinos, com toda a sua força, estão a espreita da igreja e de cada um de seus membros, para demolir e destruir tudo com sua astúcia5. Por isso, por causa de sua própria malícia, estão condenados a maldição eterna e aguardam, a cada dia, seus tormentos terríveis6.

Neste ponto, rejeitamos e detestamos o erro dos saduceus que negam a existência de espíritos e de anjos7; também o erro dos maniqueus que dizem que os demônios têm sua origem em si mesmos e são maus por natureza; eles negam que os demônios se corromperam.

1 Gn 1:1; Gn 2:3; Is 40:26; Jr 32:17; Cl 1:15,16; lTm 4:3; Hb 11:3; Ap 4:11. 2 Sl 103:20,21; Mt 4:11; Hb 1:14. 3 Jo 8:44; 2Pe 2:4; Jd :6. 4 Gn 3:1-5; lPe 5:8. 5 Ef 6:12; Ap 12:4,13-17; Ap 20:7-9. 6 Mt 8:29; Mt 25:41; Ap 20:10. 7 At 23:8.

Deus é Soberano!

Confissão Belga – artigos 8, 9, 10, 11.

ARTIGO 8

A trindade: um só Deus, três pessoas

Conforme esta verdade e esta palavra de Deus, cremos em um só Deus1, que é um único ser, em que há três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo2. Estas são, realmente e desde a eternidade, distintas conforme os atributos próprios de cada Pessoa.

O Pai é a causa, a origem e o princípio de todas as coisas visíveis e invisíveis3. O Filho é o Verbo, a sabedoria e a imagem do Pai . O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é a eterna força e o poder5.

Esta distinção não significa que Deus está dividido em três. Pois a Sagrada Escritura nos ensina que cada um destes três, o Pai e o Filho e o Espírito Santo, tem sua própria existência, distinta por seus atributos, de tal maneira, porém, que estas três pessoas são um só Deus. É claro, então, que o Pai não é o Filho e que o Filho não é o Pai; que, também, o Espírito Santo não é o Pai ou o Filho.

Entretanto, estas Pessoas, assim distintas, não são divididas nem confundidas entre si. Porque somente o Filho se tornou homem, não o Pai ou o Espírito Santo. O Pai jamais existiu sem seu Filho6 e sem seu Espírito Santo, pois todos os três têm igual eternidade, no mesmo ser. Não há primeiro nem último, pois todos os três são um só em verdade, em poder, em bondade e em misericórdia.

1 1Co 8:4-6. 2 Mc 3:16,17; Mt 28:19. 3 Ef 3:14,15. 4 Pv 8:22-31; Jo 1:14; Jo 5:17-26; 1Co 1:24; Cl 1:15-20; Hb 1:3; Ap 19:13. 5 Jo 15:26. 6 Mq 5:1; Jo 1:1,2.

ARTIGO 9

O testemunho da Escritura sobre a Trindade

Tudo isto sabemos tanto pelo testemunho da Sagrada Escritura1, como pelas obras das três Pessoas, principalmente por aquelas que percebemos em nós. Os testemunhos das Sagradas Escrituras, que nos ensinam a crer nesta Trindade, se acham em muitos lugares do Antigo Testamento. Não é preciso alistá-los, somente escolhê-los cuidadosamente. Em Gênesis 1:26 e 27, Deus

diz: “Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança” etc. “Criou Deus, pois, o homem a sua imagem; homem e mulher os criou”.

Assim também em Gênesis 3:22: “Eis que o homem se tornou como um de nós”. Com isto se mostra que há mais de uma pessoa em Deus, porque Ele

diz: “Façamos o homem a nossa imagem”; e, em seguida, Ele indica que há um só Deus, quando diz: “Deus criou”. É verdade que Ele não diz quantas pessoas há, mas o que é um tanto obscuro, para nós, no Antigo Testamento, é bem claro no Novo. Pois quando nosso Senhor foi batizado no rio Jordão, ouviu-se a voz do Pai, que falou: “Este é o meu filho amado” (Mateus 3:17); enquanto o Filho foi visto na água e o Espírito Santo se manifestou em forma de pomba2.

Além disto, Cristo instituiu, para o batismo de todos os fiéis, esta forma: Batizai todas as nações “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28:19). No evangelho segundo Lucas, o anjo Gabriel diz a Maria, mãe do Senhor: “Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35). Do mesmo modo: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2 Coríntios 13:13). * Em todos estes lugares, nos é ensinado que há três Pessoas em um só ser divino. E embora esta doutrina ultrapasse o entendimento humano, cremos nela, baseados na Palavra, e esperamos gozar de seu pleno conhecimento e fruto no céu.

Devemos considerar, também, a obra própria que cada uma destas três Pessoas efetua em nós: o Pai é chamado nosso Criador, por seu poder; o Filho é nosso Salvador e Redentor, por seu sangue; o Espírito Santo é nosso Santificador, porque habita em nosso coração.

A verdadeira igreja sempre tem mantido esta doutrina da Trindade, desde os dias dos apóstolos até hoje, contra os judeus, os muçulmanos e falsos cristãos e hereges como Marcião, Mani, Práxeas, Sabélio, Paulo de Samósata, Ário e outros. A igreja antiga os condenou, com toda a razão. por isso, nesta matéria, aceitamos, de boa vontade, os três Credos ecumênicos, a saber: o Apostólico, o Niceno e o Atanasiano; e também o que a igreja antiga determinou em conformidade com estes credos.

1 Jo 14:16; Jo 15:26; At 2:32,33; Rm 8:9; Gl 4:6; Tt 3:4-6; 1Pe 1:2; 1Jo 4:13,14; 1Jo 5:1-12; Jd :20,21; Ap 1:4,5. 2 Mt 3:16.

* Originalmente o texto incluía aqui as seguintes palavras: “E: “há três que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” (1 Jo 5:7)”. A referência a 1 João 5:7b e duvidosa, porque este texto não se acha nos manuscritos antigos.

ARTIGO 10

Jesus Cristo é Deus

Cremos que Jesus Cristo, segundo sua natureza divina, é o único Filho de Deusl, gerado desde a eternidade. Ele não foi feito, nem criado – pois, assim, Ele seria uma criatura, – mas é de igual substância do pai, co-eterno, “o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser” (Hebreus 1:3), igual a Ele em tudo2.

Ele é o Filho de Deus, não somente desde que assumiu nossa natureza, mas desde a eternidade3, como os seguintes testemunhos nos ensinam, ao serem comparados uns aos outros:

Moisés diz que Deus criou o mundo4, e o apóstolo João diz que todas as coisas foram feitas por intermédio do Verbo que ele chama Deus5. O apóstolo diz que Deus fez o universo por seu Filho6 e, também, que Deus criou todas as coisas por meio de Jesus Cristo7. Segue-se necessariamente que aquele que é chamado Deus, o Verbo, o Filho e Jesus Cristo, já existia, quando todas as coisas foram criadas por Ele. O profeta Miquéias, portanto, diz: “Suas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 5:2); e a carta aos Hebreus testemunha: “Ele não teve princípio de dias, nem fim de existência” (Hebreus 7:3).

Assim, Ele é o verdadeiro, eterno Deus, o Todo-poderoso, a quem invocamos, adoramos e servimos.

1 Mt 17:5; Jo 1:14,18; Jo 3:16; Jo 14:1-14; Jo 20:17,31; Rm 1:4; Gl 4:4; Hb 1:1; lJo 5:5,9-12. 2 Jo 5:18,23; Jo 10:30; Jo 14:9; Jo 20:28; Rm 9:5; Fp 2:6; Cl 1:15; Tt 2:13; Hb 1:3; Ap 5:13. 3 Jo 8:58; Jo 17:5; Hb 13:8. 4 Gn 1:1. 5 Jo 1:1-3. 6 Hb 1:2. 7 1Co 8:6; Cl 1:16.

ARTIGO 11

O Espírito Santo é Deus

Cremos e confessamos, também, que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, desde a eternidade. Ele não foi feito, nem criado, nem gerado; mas procede de ambos1.

Na ordem, Ele é a terceira pessoa da Trindade, de igual substância, majestade e glória do Pai e do Filho, verdadeiro e eterno Deus, como nos ensinam as Sagradas Escrituras2.

1 Jo 14:15-26; Jo 15:26; Rm 8:9. 2 Gn 1:2; Mt 28:19; At 5:3,4; lCo 2:10; 1Co 6:11; 1Jo 5:6.

Livros Apócrifos?

Em minha última postagem sobre a Confissão Belga foi tocado no assunto sobre livros apócrifos, então resolvi dar uma maior pincelada sobre o assunto, já que muita gente não sabe o que eles são e também não entende o porquê da Bíblia protestante ter menos livros que a católica.

Me lembro que quando fazia o Ensino Médio uma colega de classe me perguntou a respeito, mas eu não sabia bem explicar para ela, gostaria que ela de alguma forma tivesse acesso a isso, acho que agora ela passaria a entender…

Vamos lá! Para os protestantes, a Bíblia é composta por 66 livros, sendo 39 livros que compõe o Velho Testamento e 27 que compõe o Novo Testamento.

Os 27 livros que compõe o Novo Testamento são aceitos por católicos romanos, gregos ortodoxos e protestantes, mas, com o Antigo Testamento a quantidade de livros difere.

 

A inclusão dos Livros Apócrifos

 

Os livros apócrifos é um conjunto de livros tidos como não divinamente inspirados por Deus.

Somente no ano de 1546, no Concílio de Trento, a Igreja Católica Apostólica Romana declarou oficialmente que os apócrifos faziam parte da Bíblia.E por isso os livros apócrifos podem ser chamados também de deuterocanônicos (deuto -> outro).

Não existe nenhum sinal nesses livros que ateste origem divina. Tanto Judie como Tobias contêm erros históricos, cronológicos e geográficos. Os livros justificam a falsidade e a fraude e faz com que a salvação dependa de obras meritórias. Eclesiástico e Sabedoria de Salomão inculcam uma moralidade baseada em conveniências. Sabedoria ensina a criação do mundo a partir de matéria preexiste. Eclesiástico ensina que dar esmola propicia expiação pelo pecado. Por estas e outras, não podemos declarar que estes livros foram de  fato inspirados por Deus.”

(E. J. Young)

 

Por que excluir?

 

1ª Razão: Evidência Externa

Os Judeus só reconheciam 24 livros no Antigo Testamento, classificados como:

Lei – com cinco livros

Profetas- com oito livros

Escritos – com onze livros.

Esses mesmos vinte e quatro livros correspondem, em arranjo diferente, exatamente aos trita e nove livros atuais do Antigo Testamento.

Provas ou Documentações

(1) Josephus;

(2) Philo;

(3) Jerônimo;

(4) Os Sínodos Judeus de Jaminia em 90 e em 118 A.d;

(5) O N.T;

(6) As contradições dos Livros Apócrifos.

Desse testemunho merece ser notado o de Jerônimo, pra quem não sabe, Jerônimo foi o tradutor da Vulgata Latina, ele foi o responsável pela tradução da Bíblia para o latim, e a Vulgata Latina é a Bíblia oficial da igreja romana. O próprio Jerônimo se define com clareza e em linguagem até desabrida contra os apócrifos e em favor do Cânon Hebreu, a saber, os 24 livros já referidos. Compulsando uma tradução de Figueiredo de edição católica romana, qualquer pessoa pode criar Jerônimo e sustentar do modo mais satisfatório a posição protestante, sobre este assunto. O livro Bíblias Falsificadas do General Abreu e Lima discute de modo cabal e esgota o assunto.

 

2ª Razão: Evidência Interna

O próprio conteúdo desses livros mostra que não podem ser tidos como a Palavra de Deus, pois a mesma é perfeita e não há contradição entre ela, o que não ocorre nos livros apócrifos, pois quando comparado com outros livros bíblicos há enormes discrepâncias!

As falsas teorias da existência do purgatório:

Eclesiastes Católico 9:10:Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades,pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria.

Enquanto Salmos 6:5, afirma que quando a morte chega nada mais haverá:

5. Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?

Justifica o suicídio e a oração pelos morto:

Veja o que é dito em II Macabeus 12:44-46:

44. porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles.
45. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente,
46. era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas. No mesmo livro 15:38-39, o escritor pede desculpas ao leitor se a obra não ficou a contento.

O profeta Isaías, aquele que viu ao Senhor, que profetizou a vinda do Messias, Cristo Jesus, afirma em seu livro no capítulo 38:18-19 que nada é possível fazer os que estão mortos, nem nada é possível fazer por eles:

18. Porque não te louvará a sepultura, nem a morte te glorificará; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova.
19. O vivente, o vivente, esse te louvará, como eu hoje o faço; o pai aos filhos fará notória a tua verdade.

Formas alternativas de expulsar demônios:

Em vários episódios em que Jesus e o discípulos expulsaram demônios, foi sempre deixado bem claro que isso só poderia se dar através do dom dado por Deus, a oração no nome de Jesus e o jejum. Para os livros apócrifos isso pode ser facilmente conseguido seos órgãos de um peixe, for posto sobre brasas.

O livro de Tobias, em seu capítulo 6:5 afirma que:

5. O anjo então disse-lhe: Abre-o, e guarda o coração, o fel e o fígado, que servirão para remédios muito eficazes. Ele assim o fez.
6. A seguir ele assou uma parte da carne do peixe, que levaram consigo pelo caminho. Salgaram o resto, para que lhes bastasse até chegarem a Ragés, na Média.
7. Entretanto, Tobias interrogou o anjo: Azarias, meu irmão, peço-te que me digas qual é a virtude curativa dessas partes do peixe que me mandaste guardar.
8. O anjo respondeu-lhe: Se puseres um pedaço do coração sobre brasas, a sua fumaça expulsará toda espécie de mau espírito, tanto do homem como da mulher, e impedirá que ele volte de novo a eles.

Em Mateus 17:19-21 encontramos:

19. Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo?

20. E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.

21. Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.

Os nomes dos livros apócrifos incluídos em momento posterior na Vulgata Latina são:

Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesisastico, Baruck, I e II Macabeus. E certos acréscimos aos livros de Daniel e Ester.

Esses livros foram escritos no período em que já haviam cessado os profetas, após Malaquias. Além do que em momento algum foram citados por Jesus Cristo ou pelos discípulos.

Aí fica a pergunta: E porque a ICAR faria isso?
Muito simples, ela precisava de algo para basear suas práticas pagãs antibíblicas oriundas da religiões pagãs romanas que se uniram ao Cristianismo, e acabou por fundar um Cristianismo transgressor, sujo e corrupto.

Referências Bibliográficas:

Bíblia Ave Maria. :http://www.bibliacatolica.com.br/01/17/6.php, janeiro de 2011.

Bíblia Sagrada, versão Almeida Corrigida Revisada Fiel. http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/22, janeiro de 2011.

Pb. Moisés. Apostila da Escola Bíblica Dominical – Classe Catecúmenos. Igreja Prebisteriana do Farol, Maceió, 2010.

TIMM, Alberto R. Livros apócrifos – Por que a Bíblia católica tem mais livros do que a protestante? http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/01/74.pdf, janeiro de 2011.

Wikipedia. Livros apócrifos.http://pt.wikipedia.org/wiki/Livros_ap%C3%B3crifos, janeiro de 2011.

Confissão Belga – artigos 5, 6, 7.

ARTIGO 5

A autoridade da Sagrada Escritura

Recebemos1 todos estes livros, e somente estes, como sagrados e canônicos, para regular, fundamentar e confirmar nossa fé2. Acreditamos, sem dúvida nenhuma, em tudo que eles contêm, não tanto porque a igreja aceita e reconhece estes livros como canônicos, mas principalmente porque o Espírito Santo testifica em nossos corações que eles vêm de Deus3, como eles mesmos provam. Pois até os cegos podem sentir que as coisas, preditas neles, se cumprem4.

1 1Ts 2:13. 2 2Tm 3:16,17. 3 1Co 12:3; 1Jo 4:6; 1Jo 5:6b. 4 Dt 18:21,22; 1Rs 22:28; Jr 28:9; Ez 33:33.

ARTIGO 6

A diferença entre os livros canônicos e apócrifos

Distinguimos estes livros sagrados dos livros apócrifos que são os seguintes: 3 e 4 Esdras, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, os Acréscimos ao livro de Ester e Daniel, a Oração de Manassés e 1 e 2 Macabeus.

A igreja pode, sim, ler estes livros e tirar deles ensino, na medida em que concordem com os livros canônicos. Porém, os apócrifos não tem tanto poder e autoridade que o testemunho deles possa confirmar qualquer artigo da fé ou da religião cristã; e muito menos podem eles diminuir a autoridade dos sagrados livros.

ARTIGO 7

A Sagrada Escritura : perfeita e completa

Cremos que esta Sagrada Escritura contém perfeitamente a vontade de Deus e suficientemente ensina tudo o que o homem deve crer para ser salvo1. Nela, Deus descreveu, por extenso, toda a maneira de servi-Lo. por isso, não e lícito aos homens, mesmo que fossem apóstolos “ou um anjo vindo do céu”, conforme diz o apóstolo Paulo (Gálatas 1:8), ensinarem outra doutrina, senão aquela da Sagrada Escritura2. É proibido “acrescentar algo a Pa lavra de Deus ou tirar algo dela”3 (Deuteronômio 12:32; Apocalipse 22:18,19). Assim se mostra claramente que sua doutrina é perfeitíssima e, em todos os sentidos, completa4.

Não se pode igualar escritos de homens, por mais santos que fossem os autores, às Escrituras divinas. Nem se pode igualar à verdade de Deus costumes, opiniões da maioria, instituições antigas, sucessão de tempos ou de pessoas, ou concílios, decretos ou resoluções5. Pois a verdade está acima de tudo e todos os homens são mentirosos (Salmo 116:11) e “mais leves que a vaidade” (Salmo 62:9).

Por isso, rejeitamos, de todo o coração, tudo que não está de acordo com esta regra infalível6, conforme os apóstolos nos ensinaram: “Provai os espíritos se procedem de Deus” (l João 4:1), e: “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa” (2 João :10).

1 2Tm 3:16,17; 1Pe 1:10-12. 2 1Co 15:2; 1Tm 1:3. 3 Dt 4:2; Pv 30:6; At 26:22; 1Co 4:6. 4 Sl 19:7; Jo 15:15; At 18:28; At 20:27; Rm 15:4. 5 Mc 7:7-9; At 4:19; Cl 2:8; 1Jo 2:19. 6 Dt 4:5,6; Is 8:20; 1Co 3:11; Ef 4:4-6; 2Ts 2:2; 2Tm 3:14,15.

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Confissão Belga – Artigos 1, 2, 3, 4.

Como dito anteriormente, vamos conhecer, inicialmente, os Simbolos de Fé das Igrejas Reformadas…

Daremos continuidade a Confissão Belga.

Para estudo e melhor compreensão resolvi apresentar fragmentadamente (em artigos) a Confissão.

Veremos hoje do artigo 1º (primeiro) ao 4º (quarto), abaixo de cada artigo consta em vermelho as referências que fundamentam através da Palavra de Deus o que  é dito.

ARTIGO 1

O único Deus

Todos nós cremos com o coração e confessamos com a bocal que há um só Deus2, um único e simples ser espiritual3. Ele é eterno4, incompreensível5 invisível6, imutável7, infinito8, todo-poderoso9; totalmente sábiol0, justo11 e bom12, e uma fonte muito abundante de todo bem7.

1 Rm 10:10. 2 Dt 6:4; 1Co 8:4,6; 1Tm 2:5. 3 Jo 4:24. 4 S1 90:2. 5 Rm 11:33. 6 Cl 1:15; 1Tm 6:16. 7 Tg 1:17. 8 1Rs 8:27; Jr 23:24. 9 Gn 17:1; Mt 19:26; Ap 1:8. 10 Rm 16:27. 11 Rm 3:25,26; Rm 9:14; Ap 16:5,7. 12 Mt 19:17.

Veja também Is 40, 44 e 46.

ARTIGO 2

Como conhecemos a Deus

Nós O conhecemos por dois meios. Primeiro: pela criação, manutenção e governo do mundo inteiro, visto que o mundo, perante nossos olhos, é como um livro formoso1, em que todas as criaturas, grandes e pequenas, servem de letras que nos fazem contemplar “os atributos invisíveis de Deus”, isto é, “o seu eterno poder e a sua divindade”, como diz o apóstolo Paulo (Romanos 1:20. Todos estes atributos são suficientes para convencer os homens e torná-los indesculpáveis.

Segundo: Deus se fez conhecer, ainda mais clara e plenamente, por sua sagrada e divina Palavra2, isto é, tanto quanto nos é necessário nesta vida, para sua glória e para a salvação dos que Lhe pertencem.

1 Sl 19:1-4. 2 Sl 19:7,8; 1Co 1:18-21.

ARTIGO 3

A palavra de Deus

Confessamos que a palavra de Deus não foi enviada nem produzida “por vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”, como diz o apóstolo Pedro (2 Pedro 1:21). Depois, Deus, por seu cuidado especial para conosco e para com a nossa salvação, mandou seus servos, os profetas e os apóstolos, escreverem sua palavra revelada1. Ele mesmo escreveu com o próprio dedo as duas tábuas da lei2.Por isso, chamamos estas escritas: sagradas e divinas Escrituras3.

1 Êx 34:27; Sl 102:18; Ap 1:11,19. 2 Êx 31:18. 3 2Tm 3:16.

ARTIGO 4

Os livros canônicos

A Sagrada Escritura consiste de dois volumes: O Antigo e o Novo Testamento, que são canônicos e não podem ser contraditos de forma alguma.

A Igreja de Deus reconhece a lista seguinte:

  • Os livros do Antigo Testamento:

Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio (os cinco livros de Moisés); Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares; Isaías, Jeremias (com Lamentações), Ezequiel, Daniel (os quatro profetas maiores); Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias (os doze profetas menores);

  • Os livros do Novo Testamento:

Mateus, Marcos, Lucas, João (os quatro evangelistas); Atos dos Apóstolos; Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses,

Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom (as treze cartas do apóstolo Paulo); Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse (o livro profético)

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Simbolos de Fé das Igrejas Reformadas

Ontem tive uma idéia!

Consiste em, aos poucos, ir postando conteúdo Reformado; Não que eu tenha um amplo conhecimento sobre a ” matéria”, mas eu gostaria de dividir de alguma forma o que tenho aprendido postando aos poucos aqui… Mas vale lembrar que é beeeem aos poucos já que, só às vezes eu tenho lapsos de blogueira! haha ;D

1. Confissão Belga

Datada de 1561 a Confissão é originária da Bélgica e seu seu principal autor foi Guido de Brès (1522-1567). Durante o século 16,  naquela região as igrejas que se opunham a Igreja católica apostólica romana foram expostas às mais terríveis perseguições pelo seu governo.

Na tentativa de provar aos opressores que os reformados não eram hereges que pretendiam deturpar a Palavra de Deus – como eram acusados- mas cidadãos cumpridores das leis, que professavam as verdadeiras doutrinas cristãs de acordo com as Sagradas Escrituras, de Brès preparou esta Confissão.

Em 1562, uma cópia foi enviada ao rei Felipe II, junto com uma declaração em que os signatários afirmavam estar prontos a obedecer ao governo em tudo o qu fosse legítimo, mas que se submeteriam à tortura e à morte antes de negar as verdades expressas na Confissões.

Pontos principais da Confissão Belga:

A ordem dos tópicos é tradicional: Deus e como conhecê-lo , a Escritura, a Trindade, a criação e a providência, a queda e a eleição , a pessoa e a obra redentora de Cristo, a justificação, a santificação e Cristo como mediador, a Igreja e seu governo, os sacramentos , as autoridades civis e as últimas coisas.

Ao mesmo tempo, sustenta com firmeza convicções distintamente protestantes e reformadas, tais como a autoridade única das Escrituras, a plena suficiência do sacrifício expiatório e da intercessão de Cristo, a natureza das boas obras e os dois sacramentos. Entre os temas especificamente reformados estão a soberania e graça de Deus, a eleição, a santificação e as boas obras, a lei de Deus, o governo da igreja e a Ceia do Senhor. A confissão se desvincula expressamente dos anabatistas, com os quais os reformados muitas vezes eram confundidos pelas autoridades católicas, afirmando a plena humanidade de Cristo, a natureza pública e não-sectária da verdadeira Igreja, o batismo infantil e o estado como instrumento de Deus .

A confissão cita amplamente a Escritura e utiliza com freqüência o pronome “nós”, o que a torna muito pessoal. Evita referências provocadoras ao catolicismo, procurando dar ênfase a crenças comuns como a Trindade, a encarnação e a Igreja “Católica” Apostólica Romana.

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo de Genebra. 2. ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo: Cultura Cristã, 2009.

MATOS, Alderi Souza de. As Confissões Reformadas – A CONFISSÃO BELGA (1561). Instituto Presbiteriano Mackenzie – Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper. Disponível em: http://www.mackenzie.br/7055.html, dezembro de 2010.

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